Páginas

Aceite mudanças e viva a vida


Everything changes. Even when we don't want them to, it happens. It's a natural thing, the world has always been in constant changing. And there's nothing we can do to stop it. We just have to find a way to deal with it. 
Encontrei uma ex-melhor-amiga (se é que isso existe) outro dia, e foi tão estranho. Costumávamos ser tão "ligadas", tínhamos tantas coisas em comum, chegamos até a nos chamar de irmãs, e agora não passamos de duas pessoas que se conhecem e se esbarram por aí. Percebi que, desde a época que costumávamos ser melhores amigas até hoje, MUITA coisa mudou. Já não somos as mesmas de 2 anos atrás. "Nossa, mas 2 anos é muito pouco tempo!", realmente é pouco tempo, mas é impressionante quanta coisa pode acontecer nesse curto espaço de tempo e fazer você mudar completamente. Desde gosto musical até seus ideais de vida, planos para o futuro, e muitas outras coisas. Conhecemos pessoas novas que nos apresentam á tantas novas perspectivas de vida e diferentes pontos de vista, abrimos nossa mente para coisas que antes achávamos a coisa mais terrível do mundo, e hoje aprendemos a aceitar e até gostar. Vemos e aprendemos coisas novas todos os dias. Hoje já não sou mais a mesma de ontem, quanto mais a de 2 anos atrás. E, já que nada acontece por acaso, certamente aprendi muito naquele tempo, com a tal amiga e com as pessoas que eu costumava conviver. Aprendi coisas que vou usar provavelmente a minha vida inteira, coisas que serviram para abrir e expandir minha mente, e que eu não me arrependo nem um pouco de ter adicionado á minha vida. 
Uma coisa que precisamos aprender é que nada dura para sempre, mas precisamos aproveitar cada momento o máximo possível, tentar aprender novas lições com as pessoas que nos cercam, sejam elas as que vemos todos os dias na escola, no trabalho, ou aquelas que puxam papo com a gente na fila do supermercado. Todas tem alguma história pra contar e lições para ensinar. Aproveite isso. Aproveite o momento enquanto ele ainda está aqui, mais vivo que nunca, pois nada pode fazê-lo voltar. Por mais que tentemos, de alguma forma, fazer um momento bom voltar, seja revendo uma foto do dia mais feliz da sua vida, ou até voltando ao lugar onde tal aconteceu, não conseguiremos fazer isso. As pessoas mudam, os lugares mudam, o mundo muda, Todo dia, toda hora, todo segundo. Tudo que temos é o aqui e agora. Aproveite. Faça boas lembranças desse momento, aprenda o máximo que conseguir, faça a vida valer a pena. Porque, por mais que não consigamos voltar no tempo, poderemos olhar para trás e pensar "Valeu a pena!" e ter aquele sentimento de dever cumprido. 
Ninguém pode roubar suas lembranças de momentos bons. Então viva um! Ou vários
You're amazing!
xx

A campainha


Ela: Sabia que não poderia continuar com aquilo. O amava mais que tudo, era verdade. Aprendeu a admirá-lo e amá-lo de uma forma que ninguém mais conseguiria. Apenas ela. Mas, por mais que aquilo doesse, por mais que parecesse que algum órgão de seu corpo estivera sido arrancado sem drogas ou algum tipo de anestesia, por mais que ela soubesse que nunca mias encontraria alguém como ele, que fosse capaz de lhe causar as mesmas sensações, as mesmas alegrias, os mesmos prazeres, ela teria que deixá-lo. E o fez. Agora chorava, esperando que as lágrimas pudessem levar consigo sua dor, sua angustia, seu medo de nunca mais encontrá-lo novamente. Ele lhe fazia mal, agia como uma droga. Primeiro vinha o prazer, a felicidade, o esquecimento de todos os problemas. Depois, as consequências, que geralmente lhe arrancavam lágrimas antes de dormir, e arrependimento de tudo o que fizera que lhe causara dor. Mas criara um sentimento tão intenso em relação aos prazeres, às felicidades que ele lhe proporcionava, que as consequências já não importavam mais. Ela o queria de volta. Aqui e agora. A abraçando e dizendo que também a amava. Mas acabou. Tudo que restou foi um coração partido, muitas lágrimas espalhadas pelo travesseiro e as lembranças de vários momentos maravilhosos que jamais voltariam. Um momento depois, a campainha tocou.

Ele: Sabia que havia sido estúpido em deixá-la ir. Sentia-se culpado por não ter dito o que ela quisera ouvir por tanto tempo, mas foi tão covarde em não querer admitir isso nem pra si mesmo que em um segundo seu mundo desabou diante dos seus olhos. Poderia ter mudado isso com apenas uma frase. Simples. Verdadeira, para os dois mundos. Mas não o fez. Percebeu que sentir vergonha dos próprios sentimentos era pura estupidez. Não se pode esconder seus próprios sentimentos de si mesmo. Precisava desabafar, precisava ouvir uma voz que o acalmasse, que o fizesse se sentir seguro, em paz. Porém, afastara a única pessoa capaz de lhe proporcionar isso. Agora chorava, esperando que isso a trouxesse de volta, ou que o fizesse voltar no tempo e desfazer toda aquela bagunça que havia feito. Ela era a única pessoa que ele poderia amar para o resto da vida, sem sombras de dúvida. E ele queria fazer isso: amá-la, de todas as formas possíveis a cada milésimo de segundo de sua vida. Se tivesse uma segunda chance, nunca mais a deixaria ir embora. Iria amá-la, respeitá-la, proporcionar-lhe os maiores prazeres que a vida oferece, só para ver seu sorriso a todo instante. Mas acabou. E ficar sem ela o causava uma dor quase insuportável, perto de preferir a morte a vê-la longe de si. Ele a queria de volta, custasse o que custar. Ele a amava de todas as formas possíveis e queria demonstrar isso. Um momento depois, tocou a campainha.