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Cinderela sem sapatinho



Era uma vez uma garota comum, que sonhava em um dia encontrar seu príncipe encantado e ser feliz para sempre. Porém, sua realidade era um tanto diferente dos contos de fadas que lia quando criança. O sonho de se casar com um príncipe e se tornar a princesa de um reino muito distante acabou se transformando em dias e noites de estudos para entrar numa faculdade boa e quem sabe conseguir um estágio que lhe ofereça dinheiro suficiente para se manter e para pagar o aluguel do quarto que irá ficar. Pois é, o castelo foi trocado por um quarto no centro perto da faculdade.
 
Certo dia essa garota comum, com poucas esperanças, recebeu a visita de uma fada madrinha. Sua melhor amiga apareceu num sábado tedioso e frio e a chamou para ir á uma festa na casa do “garoto popular” da escola. Ela até ofereceu suas roupas, já que a garota não costumava se vestir muito bem, e uma carona até a festa. Sua mãe havia saído e voltaria apenas à meia-noite, mas queria a filha em casa ao voltar. Ela teria que fazer um esforço para chegar antes disso, mas aceitou ir.
As pessoas que estavam na festa não costumavam ver a garota tão arrumada numa festa. Ela sempre foi daquelas que sentam no fundo da classe e estão sempre estudando. No começo, ficou um pouco desconfortável com todos aqueles olhares virados para ela, mas logo foi se acostumando. Caminhando entre as pessoas, ela avistou um garoto que a observava desde havia chegado à festa. Enquanto ele caminhava em sua direção, uma música lenta começou a tocar.
-Me concederia essa dança? – Ele perguntou com um cavalheirismo que não era de seu costume e pegou a mão da moça, beijando o topo da mesma.
-Claro – Ela respondeu com toda educação que recebera de seus pais.

Ele a puxou para mais perto, colando seus corpos, e começaram a dançar, deixando cada nota da música balançar seus corpos numa sintonia perfeita. Não falaram nada durante a música. Apenas deixaram que a música e a dança falassem por si. Uma música mais dançante tomou o lugar daquela lenta e eles se separaram. Não se sentiam estranhos, pelo contrário, apesar de não se conhecerem, se sentiam muito bem na presença um do outro.

-Aceitaria uma bebida? – Ele perguntou, demonstrando mais uma vez seu cavalheirismo desconhecido.
-Sim, por favor. – Ela respondeu com um sorrisinho tímido e o seguiu até a cozinha, desviando dos jovens já bêbados que dançavam pelo caminho.

Ele pegou dois copos vermelhos e entregou um a garota. Pegou sua mão novamente, mas dessa vez foi para levá-la até o jardim, assim poderiam conversar e se conhecerem melhor. O lugar estava mais vazio que o interior da casa. Eles sentaram num balanço de madeira que ficava mais ao fundo e o silencio entre os dois começou a ficar um pouquinho desconfortável.
-Então... – Ele começou. – Gostaria de saber quem é essa pessoa misteriosa com quem acabei de dançar, mas parece que ela não é muito de falar... – Ele brincou com um lindo sorriso no rosto. Ela riu e corou.
-Desculpa – Ela, como sempre muito educada, começou tratando de se desculpar. – Meu nome é... – Ela mal conseguiu dizer seu nome quando sentiu um braço a puxando de volta para a festa, em direção a saída. Quando percebeu que era sua amiga ficou ainda mais confusa.
- O que houve? – Ela perguntou preocupada.

- Já são 23h55, sua mãe está para chegar e você precisa voltar para casa. – A amiga se apressou em explicar a situação enquanto a empurrava de volta para o carro.
No caminho de volta a garota percebeu que, mesmo que quando sua vida parece um conto de fadas, o final feliz sempre dá um jeito de desaparecer do final da história. Nesse momento ela se sentiu como a Cinderela. De dia uma gata borralheira, estudando até começar a ver números e letras subindo pelas paredes. À noite, está dançando com alguém que parecia seu príncipe encantado.  Mas ela não havia nascido em um conto de fadas. Não morava em um castelo em um reino perdido, não tinha uma fada madrinha, muito menos um sapatinho de cristal para esquecer no castelo do príncipe. Ela se sentia como a Cinderela, mas sem um final feliz.

Haters, haters, haters...

Só pra começar esse post queria pedir desculpas por não ter continuado o Blogmas, aconteceram muitas coisas e eu não pude terminar mas em 2015 pode ter certeza que vai ter um completo! ;)

Eu sei que deveria ter feito esse post antes e que muita já aconteceu desde então mas, cá estou eu pra falar de Haters.
Haters, haters, haters...
Eu sou uma grande fã da Zoella (se você não a conhece, Zoe Sugg ou Zoella é uma Blogger e Youtuber britânica) e eu sempre acompanho seu blog e canais no Youtube. Mas, há um tempo que ela parou de fazer vlogs diários e eu claro, fiquei muito triste com isso. A principio eu não entendi muito bem mas depois ela fez um post em seu blog no qual ela explicou o motivo de ter parado: muitos comentário de ódio.
Quando eu li o post, eu fiquei tão triste que me deu uma vontade enorme de chorar. Comentários de haters fizeram com que uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida parasse de fazer algo que a deixava feliz e automaticamente me deixava feliz.
Eu sei que na internet - e no mundo também- existem muitas pessoas maldosas, que sentem prazer em ver alguém triste.. E eu vim aqui apenas pra dizer: NÃO DEIXEM ESSAS PESSOAS DECIDIREM SUA VIDA POR VOCÊ!!!
Ver a Zoe parar de fazer vlog diário, que era quase a única coisa que tornava meu dia um pouco melhor, me destruiu! E saber que ela tomou essa atitude apenas por comentários maldoso que as pessoas faziam em seus vídeos, me fez perceber que esses comentários fazem muito mais efeito do que deveriam na vida dela. Pessoas maldosas SEMPRE existiram e sempre vão existir! Mas não podemos deixar que essas pessoas controlem nossas vidas, nos digam o que devemos ou não devemos fazer. Temos que agir de acordo com as nossas vontades, fazer aquilo que nos deixa feliz, sem nos importar com o que os outros digam.
"Ah, mas você não sabe o que é ter 5649865135 pessoas falando mal de você, falando que suas amigas não são boas pra você e bla bla bla" Realmente eu não sei, mas eu posso imaginar, e isso  realmente é arrasador. Eu já ouvi tantos comentários negativos sobre mim, desde pessoas desconhecidas até familiares, pessoas que deveriam me apoiar. Toda vez que os ouvia, me sentia arrasada e começava a pensar que realmente meus sonhos não valiam a pena. Mas depois eu percebi que se eu fosse seguir o que eles falavam e tentar os agradar, EU não seria feliz. Comecei a perceber que essa é MINHA vida, não deles. Deveria fazer o que ME deixava feliz. A partir desse dia, eu vivo PRA MIM, sem me importar com outros porque eu sei que nunca vou conseguir agradar todo mundo, sempre vai ter alguém que não vai estar satisfeito comigo, mas está tudo bem por que ninguém é perfeito e ninguém consegue agradar os outros. Haters são apenas pessoas que precisam de mais amor e não de ódio.
Se eu pudesse falar com a Zoe falaria exatamente isso: Não deixe que os outros decidam o que você faz ou deixa de fazer. Viva pra você! E se alguém não gostar, que se dane porque você tem que fazer aquilo que te agrada. Se mais alguém gostar, ótimo!! Se não, paciência.
E é essa mesma mensagem que deixo para você: Faça o que te faz feliz, afinal essa é sua vida. E se não gostarem não se importe porque você sendo feliz o resto é lucro. ;)
Todos somos perfeitos de formas diferentes. Aceite as diferenças e antes de criticar alguém, lembre-se de que atrás de cada foto/vídeo/post etc. existe uma pessoa real, que tem sentimentos.
WE ARE BEAUTIFUL!
LOVE YOU. ♥
Kah