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5 dicas de como ser uma pessoa mais organizada

WeHeartIt

Eu confesso, a razão de todo o atraso de posts, falta de criatividade, falta de tempo pra entrar aqui, é pura e simplesmente a minha falta de organização. Isso já estava me incomodando, pois nunca conseguia fazer as coisas que eu queria a tempo. Falta de organização, procrastinação (muita, por sinal), preguiça... Tudo isso influenciava. Eu comecei a procurar planners, calendários de organização, e coisinhas do tipo, mas mais uma vez eu me enrolava toda e acabava não fazendo nada. Agora eu criei vergonha na cara e pensei "Não! Chega de procrastinar, chega de enrolar! As coisas não vão cair do céu." e resolvi me organizar pra valer. Arrumei meus horários (de estudo, de lazer, de 'trabalho'...), arrumei os dias dos posts desse mês ~yay~, e outras coisas mais. E, como eu sei que não sou a única procrastinadora desorganizada desse mundo, resolvi dar uma ajudinha pra quem também sofre com esse mal. 

1. Organize seus dias.
Comece organizando a sua semana. Escreva sua rotina diária, tudo o que faz desde que acorda até a hora que vai dormir, todos os dias da semana. Isso faz você ter uma ideia geral de todas as suas atividades. Se faça as seguintes perguntas: Você tem uma rotina? Faz tudo o que planeja durante a semana, ou deixa tudo para a semana seguinte (que parece nunca chegar)?

2. Divida o seu tempo.
Ter uma rotina é importante para sabermos aproveitar melhor nosso tempo. Anote os horários que você precisa fazer cada atividade do dia, separando mais ou menos o tempo que cada uma demora para ser concluída. Dê mais importância àquelas que precisam ser realizadas mais rápido (como trabalhos escolares, projetos que demandam mais horas do seu dia). Assim você terá mais tempo para realizá-las sem precisar daquela correria de ultima hora. Separe também um calendário mensal, assim poderá anotar as atividades mais importantes do mês e se preparar com antecedência.

3. Organize as atividades individualmente.
Essa é mais para as pessoas que estudam/trabalham com diversas atividades. Organize o tempo de cada atividade. Se você é estudante, por exemplo, e na sua tabela de horários você reservou um tempo para estudar, separe esse tempo de acordo com o que você tem que estudar. Foque nas matérias que precisam de mais tempo para ser estudadas, matérias que você esteja com dificuldade, e deixe as matérias que são mais fáceis para o final do horário. Vale a mesma coisa para quem trabalha. Mantenha o foco nas atividades que demandam mais tempo, mais atenção, mas não se esqueça daquelas que não são tão importante, pois elas também fazem parte do seu trabalho. É importante manter um equilíbrio para que não fique sobrecarregado ao final do dia.

4. Respeite o horário de cada atividade.
Acho que essa é a parte mais difícil para quem é procrastinador(a) nato. Saiba administrar o tempo de cada atividade do dia, para que não acabe atrasando as outras e, no fim, não conseguir fazer nada do que havia planejado. "Só vou ver mais um vídeo dessa YouTuber...", "Só mais esse capítulo...", "Só mais esse episódio...", entre várias outras frases típicas de quem vive adiando a vida. Corte essas frases do seu dia a dia. Você sabe muito bem que vai acabar vendo quatro episódios seguidos da série, ou lendo três capítulos do livro, ou fazendo qualquer outra coisa, menos o que deveria estar fazendo. Separe um tempo para a diversão, um tempo que você possa relaxar depois de um longo e estressante dia, fazendo algo que gosta. Mas respeite esse tempo. Vai por mim, é muito mais gratificante quando você para e pensa "Fiz todas as obrigações do dia, agora posso descansar tranquila(o)". 

5. Saia da rotina.
Parece meio sem noção isso depois de tudo que falei, mas faz sentido. Ter uma rotina é muito bom para organizarmos melhor nosso tempo, para conseguirmos realizar tudo aquilo que planejamos, mas, sejamos sinceros, ter uma rotina é cansativo. Fazer todos os dias a mesma coisa (ou quase), é desgastante. Por isso, de vez em quando, quando já tiver feito todas as obrigações do dia (ou da semana), saia da rotina. Vá a uma festa, visite um amigo, passe o dia assistindo Netflix... Faça algo que te faz bem, que te deixe feliz e desestressado(a), por que a vida também é viver sem regras e rotinas. 

Carta para você

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"Olá.
Não sei se essa carta é apropriada, mas gostaria de dizer algumas coisas que estão me incomodando ultimamente, e acho que também deveria saber.
Lembro quando nos conhecemos (ou conversamos pela primeira vez pessoalmente), naquele intervalo tumultuado, eu sentada num banco, lendo, e você apareceu lá, do nada. Eu não sabia o que fazer. Nem você. Eu fiquei corada (me contaram assim que você saiu que eu parecia um pimentão). E desde esse dia a única coisa que queria fazer durante todos os intervalos era conversar com você, ou ao menos te ver. E foi assim por um tempo, até que começamos a ficar mais "íntimos" - nem é a palavra mais apropriada mas vamos usá-la -. Lembro também de quando eu deitava no seu colo e você mexia no meu cabelo. Na verdade o bagunçava, eu ficava parecendo uma louca toda despenteada, mas aquilo era tão bom, eu me sentia tão bem contigo. Isso ainda me faz sorrir igual uma boba.
Porém, um dia eu não estava no meu melhor humor, e decidi que seria melhor cada um seguir seu rumo. Não lembro das exatas palavras, mas lembro que, na minha cabeça eu estava "Por quê? Você é louca. Não faz isso." Mas eu fiz. Fiz porque queria ficar só por um tempo, botar minha cabeça em ordem (um dia talvez todos entenderão o que estava realmente acontecendo), respirar um pouco. Só não sabia que precisava de tão pouco tempo. Quando me dei conta do que tinha feito, já tínhamos nos formado. Era férias. Eu não tinha mais seu número, nem seu coração. Me arrependi amargamente por isso. Mas eu acredito que existe uma razão pra tudo acontecer. Eu não entendia antes qual seria essa razão, mas acreditava que um dia entenderia. Infelizmente, ainda não entendo.
Tentei te esquecer, porque ainda doía perceber o que eu tinha feito. Ano letivo começou. Eu te vi, e tudo que eu tinha lutado pra esquecer voltou como uma bomba. Já não eramos os mesmos. Já tínhamos seguido em frente, cada um para um lado. Isso foi bom por um lado, consegui me concentrar na escola, me acostumar com esse horário maluco de estudos. Porém, eu não sei o que aconteceu, mas recentemente eu voltei a sentir tudo aquilo que sentia por você, e veio tudo de uma só vez. Eu virei uma confusão de sentimentos tão grande, que já não entendia mais nada do que estava acontecendo. O pior foi que isso tudo voltou quando você já estava distante. E com outra pessoa.
Ver essas cenas entre vocês revira meu estômago. Ver você conversando sem jeito com ela, ver ela deitada no seu colo e você fazendo carinho em seus cabelos, são cenas que fazem meu coração doer toda vez. Eu não te odeio por isso, nem a odeio por isso também. Não tenho motivos. Eu te entreguei pra ela. Sem querer. Dói toda vez que eu lembro que o motivo de eu estar assim por vê-lo com outra foi eu. Porque fui estúpida e não soube aproveitar quando tive a chance. "Não sinto mais nada por ela", você disse, e me contaram. São palavras que machucam. Mas o que eu posso fazer, né? Você não tem culpa de nada.
Mas enfim, o motivo disso tudo é simplesmente pedir desculpas pela minha atitude a quase um ano atrás. Não deveria ter feito aquilo, não tinha motivos pra machucar alguém que não tem nada a ver com os meus problemas, e eu estou profundamente arrependida. Talvez não queira mais nem olhar pra mim, mas espero que um dia possa ao menos me perdoar.
I miss you more than ever. 
I'm sorry.
xx"

Playlist: All Mixed Up

Hey!
Hoje resolvi mostrar para vocês as músicas que estou curtindo mais no momento. Enquanto eu reunia as minhas músicas favoritas percebi que tenho um gosto muito variado! Haha Tem desde Demi Lovato até Pearl Jam (e no meu celular tem até Fréderic Chopin, gente!). Nem todas são recentes, mas tem músicas pra todos os gostos. Enjoy! :)

Demi Lovato - Cool for the Summer

James Bay - Hold Back the River

The Fray - Say When

Kodaline - High Hopes

Becky G - Lovin' So Hard

Pearl Jam - Alive

Birdy - Tee Shirt

Austin Mahone - Dirty Work

The 1975 - Chocolate

Shawn Mendes - Stitches

Joyce Jonathan - Ça Ira

Zara Larsson - Uncover

E você, qual sua música favorita?
♥♥

Tag: Liebster Award

Yay! Primeira tag no blog!! Minha amiga Amanda, do blog Hey Mandy, me indicou para responder a tag "Liebster Award". Funciona assim: eu falo 11 coisas sobre mim, respondo as 11 perguntas que a blogueira que me indicou fez e elaboro mais 11 perguntas para as 11 pessoas que eu indicarei. Ufa! Parece complicado mas é bem simples. Olha só:

Fatos sobre mim

1. Sou uma das "nerds" da sala e não acho isso um insulto, pelo contrário, adoro isso;
2. Adoro maquiagem, porém toda vez que tento algum tutorial acabo borrando tudo e desisto;
3. Sou a rainha da procrastinação;
4. Amo passar horas vendo vídeos no YouTube (Zoella ♥);
5. Adoro ler, mas demoro pra começar a ler algum livro (porém quando começo não há quem me faça parar hehe) ;
6. A única série que eu assisti todos os episódios foi The Carrie Diaries. Não consigo terminar nenhuma série e sempre paro na metade :(
7. Sei falar inglês quase fluente e aprendi praticamente sozinha;
8. Amo fotografia e um dia ainda vou estudar na London College of Communication \o;
9. Costumava ser Lovatic/Directioner/Mahomie quase alucinada haha (mas ainda os amo);
10. Sou muito eclética em relação a música. Gosto desde Bach, Chopin até Nicki Minaj, Chris Brown;
11. Não consigo escolher entre cachorro e gato. Amo os dois igualmente ♥

Perguntas da Mandy

Você gosta de escrever?
Amo! Apesar de as vezes sentir uma preguicinha hehe

Qual é a sua frase favorita?
Se momentos bons não duram pra sempre, então momentos ruins também não duram.

Qual filme favorito?
Dúvidas entre Love, Rosie (com a linda da Lily Collins) ou Divergente (Shai ♥)

Se você pudesse ir agora em qualquer lugar do mundo, até mesmo fictício qual seria?
Londres, sem dúvidas!

Se pudesse escolher uma celebridade para ser amiga, quem seria?
Taylor Swift, porque ela parece ser um amor de pessoa e uma ótima amiga, ou Zoe Sugg (óbvio) ♥

Crush famoso?
(Só tem pergunta difícil, af! haha) Harry Styles / Theo James

Qual seu personagem literário favorito?
Hardin Scott (After - Anna Todd)

Doce favorito?
Brigadeiro sempre!!!

Lugar que sonha em conhecer?
Londres de novo haha Já perceberam que eu amo esse lugar, né?

Sonho de consumo?
Cannon EOS 70D

Qual foi a ultima coisa que você comprou ?
 Algum livro, não lembro qual foi hehe sorry

Minhas perguntas 

Qual música não pode ser deletada da sua playlist em hipótese alguma?

Quanto tempo você demora para escrever um post?

Se pudesse ir para algum lugar com mais 2 pessoas e nunca mais voltar, para onde iria e quem levaria?

Se pudesse ter algum super poder, qual seria e por quê?

O que você pensa do seu primeiro post no seu blog?

Blogueira favorita?

O que não pode faltar no seu dia?

Como você se imagina daqui 10 anos?

O que mais gosta de fazer quando não está no computador?

Matéria favorita da escola/faculdade?

Bolacha ou Biscoito? (grande questão da humanidade haha)

Eu deveria indicar 11 pessoas porém quero que se sintam livres para responder. Quem fizer, deixa o link do post nos comentários que eu vou adorar!!

Aceite mudanças e viva a vida


Everything changes. Even when we don't want them to, it happens. It's a natural thing, the world has always been in constant changing. And there's nothing we can do to stop it. We just have to find a way to deal with it. 
Encontrei uma ex-melhor-amiga (se é que isso existe) outro dia, e foi tão estranho. Costumávamos ser tão "ligadas", tínhamos tantas coisas em comum, chegamos até a nos chamar de irmãs, e agora não passamos de duas pessoas que se conhecem e se esbarram por aí. Percebi que, desde a época que costumávamos ser melhores amigas até hoje, MUITA coisa mudou. Já não somos as mesmas de 2 anos atrás. "Nossa, mas 2 anos é muito pouco tempo!", realmente é pouco tempo, mas é impressionante quanta coisa pode acontecer nesse curto espaço de tempo e fazer você mudar completamente. Desde gosto musical até seus ideais de vida, planos para o futuro, e muitas outras coisas. Conhecemos pessoas novas que nos apresentam á tantas novas perspectivas de vida e diferentes pontos de vista, abrimos nossa mente para coisas que antes achávamos a coisa mais terrível do mundo, e hoje aprendemos a aceitar e até gostar. Vemos e aprendemos coisas novas todos os dias. Hoje já não sou mais a mesma de ontem, quanto mais a de 2 anos atrás. E, já que nada acontece por acaso, certamente aprendi muito naquele tempo, com a tal amiga e com as pessoas que eu costumava conviver. Aprendi coisas que vou usar provavelmente a minha vida inteira, coisas que serviram para abrir e expandir minha mente, e que eu não me arrependo nem um pouco de ter adicionado á minha vida. 
Uma coisa que precisamos aprender é que nada dura para sempre, mas precisamos aproveitar cada momento o máximo possível, tentar aprender novas lições com as pessoas que nos cercam, sejam elas as que vemos todos os dias na escola, no trabalho, ou aquelas que puxam papo com a gente na fila do supermercado. Todas tem alguma história pra contar e lições para ensinar. Aproveite isso. Aproveite o momento enquanto ele ainda está aqui, mais vivo que nunca, pois nada pode fazê-lo voltar. Por mais que tentemos, de alguma forma, fazer um momento bom voltar, seja revendo uma foto do dia mais feliz da sua vida, ou até voltando ao lugar onde tal aconteceu, não conseguiremos fazer isso. As pessoas mudam, os lugares mudam, o mundo muda, Todo dia, toda hora, todo segundo. Tudo que temos é o aqui e agora. Aproveite. Faça boas lembranças desse momento, aprenda o máximo que conseguir, faça a vida valer a pena. Porque, por mais que não consigamos voltar no tempo, poderemos olhar para trás e pensar "Valeu a pena!" e ter aquele sentimento de dever cumprido. 
Ninguém pode roubar suas lembranças de momentos bons. Então viva um! Ou vários
You're amazing!
xx

A campainha


Ela: Sabia que não poderia continuar com aquilo. O amava mais que tudo, era verdade. Aprendeu a admirá-lo e amá-lo de uma forma que ninguém mais conseguiria. Apenas ela. Mas, por mais que aquilo doesse, por mais que parecesse que algum órgão de seu corpo estivera sido arrancado sem drogas ou algum tipo de anestesia, por mais que ela soubesse que nunca mias encontraria alguém como ele, que fosse capaz de lhe causar as mesmas sensações, as mesmas alegrias, os mesmos prazeres, ela teria que deixá-lo. E o fez. Agora chorava, esperando que as lágrimas pudessem levar consigo sua dor, sua angustia, seu medo de nunca mais encontrá-lo novamente. Ele lhe fazia mal, agia como uma droga. Primeiro vinha o prazer, a felicidade, o esquecimento de todos os problemas. Depois, as consequências, que geralmente lhe arrancavam lágrimas antes de dormir, e arrependimento de tudo o que fizera que lhe causara dor. Mas criara um sentimento tão intenso em relação aos prazeres, às felicidades que ele lhe proporcionava, que as consequências já não importavam mais. Ela o queria de volta. Aqui e agora. A abraçando e dizendo que também a amava. Mas acabou. Tudo que restou foi um coração partido, muitas lágrimas espalhadas pelo travesseiro e as lembranças de vários momentos maravilhosos que jamais voltariam. Um momento depois, a campainha tocou.

Ele: Sabia que havia sido estúpido em deixá-la ir. Sentia-se culpado por não ter dito o que ela quisera ouvir por tanto tempo, mas foi tão covarde em não querer admitir isso nem pra si mesmo que em um segundo seu mundo desabou diante dos seus olhos. Poderia ter mudado isso com apenas uma frase. Simples. Verdadeira, para os dois mundos. Mas não o fez. Percebeu que sentir vergonha dos próprios sentimentos era pura estupidez. Não se pode esconder seus próprios sentimentos de si mesmo. Precisava desabafar, precisava ouvir uma voz que o acalmasse, que o fizesse se sentir seguro, em paz. Porém, afastara a única pessoa capaz de lhe proporcionar isso. Agora chorava, esperando que isso a trouxesse de volta, ou que o fizesse voltar no tempo e desfazer toda aquela bagunça que havia feito. Ela era a única pessoa que ele poderia amar para o resto da vida, sem sombras de dúvida. E ele queria fazer isso: amá-la, de todas as formas possíveis a cada milésimo de segundo de sua vida. Se tivesse uma segunda chance, nunca mais a deixaria ir embora. Iria amá-la, respeitá-la, proporcionar-lhe os maiores prazeres que a vida oferece, só para ver seu sorriso a todo instante. Mas acabou. E ficar sem ela o causava uma dor quase insuportável, perto de preferir a morte a vê-la longe de si. Ele a queria de volta, custasse o que custar. Ele a amava de todas as formas possíveis e queria demonstrar isso. Um momento depois, tocou a campainha.

Eu sei, mas não devia

Esse texto estava na minha prova de português e eu simplesmente amei (o texto, a prova e a professora haha). Anotei o nome escondida e consegui achar pra postar aqui. Ele é interessante pois fala do conformismo que as pessoas tem em relação a vida, no geral, em como as pessoas aceitam coisas que, na verdade, deveriam se revoltar e, de certa forma, lutar contra tal. Leiam e reflitam. ♥

"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma." - Marina Colasanti


O texto acima foi extraído do livro "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.
 
 

Um dia, quem sabe...



Não é que eu queira desistir de você, pelo contrário, quero lutar até que já não haja mais esperança. Mas tem uma voz chata na minha cabeça dizendo "Desiste, nunca vai acontecer! Você só está perdendo tempo e o foco nos seus objetivos." As vezes, sinto que deveria escutar essa voz e me desligar de você. Deixar toda essa imaginação de lado e focar no que realmente importa e que sei que vale a pena pra mim. Mas dói só de pensar em ver você indo embora pra nunca mais voltar. E se pensar já é quase insuportável, ver isso realmente acontecer pode ser devastador. Assim como penso em te deixar ir, em desistir de tudo, também penso em mandar essa voz pra bem longe e seguir meu coração. Continuar lutando, por mais que as chances de dar certo sejam de 0,001%. Essa possibilidade que me motiva a continuar tentando, por mais que eu possa me machucar, por mais que doa, por mais que me falem que é errado e que não vou conseguir, quero tentar. Até o fim. Porque sei que você vale a pena.  Sou boba por acreditar em algo que não tem a mínima chance de dar certo, por acreditar em algo que é uma completa loucura. Mas não me importo. Se não tentar, nunca vou saber.
Mas, se eu pudesse te pedir só uma coisa, pediria que me desse um sinal. Qualquer coisa. Só pra ter a certeza de que vale a pena continuar.

Espero que um dia possa vir aqui contar que, todas as tentativas, todas as decepções, todas as lágrimas, valeram a pena. Um dia, quem sabe.

É hora de crescer, menina!



Crescer não é assim tão divertido quanto imaginei quando era criança. Sempre pensei que, quando chegasse aos quinze anos (ou mais ou menos isso), seria igual nos filmes, onde eu poderia sair quando quisesse, teria amigos super legais (não que os meus não sejam, tá?), faria o que quisesse da vida, daria festas incríveis... E a escola? Seria apenas um detalhe bobo...
Ah, doce ilusão...
Descobri que o buraco é mais embaixo. A escola passou a ser o mais importante, e o resto que virou "apenas um detalhe bobo". E sim, eu sei, a vida de verdade nem começou ainda.  Mas ter que me preocupar com escola, cursos, vestibular, faculdade, emprego, não é fácil! E ter que conciliar isso tudo com tentar realizar meus sonhos e objetivos fora da vida acadêmica complica tudo ainda mais.
Isso tudo confunde minha mente, e, fala sério, essa é a fase que complica a vida de todo mundo, né?
Essa mudança da adolescência pra vida adulta ou quase adulta não é muito divertido, nem tão simples quanto se imagina, mas a vida é assim. Uma hora a gente tem que aprender a resolver nossa própria vida sozinhos, correr atrás do que realmente importa sem esperar por ninguém. É fácil? Claro que não. Mas temos que dar o primeiro passo, e devagar as coisas vão se encaixando. Uma hora ou outra, tudo que planejamos vai dar certo. Se corrermos atrás agora.
O jeito é deixar a preguiça e a melancolia de lado e correr atrás pra conseguir riscar todos aqueles itens daquela "lista de objetivos". Um passo de cada vez e chegaremos lá!

Cinderela sem sapatinho



Era uma vez uma garota comum, que sonhava em um dia encontrar seu príncipe encantado e ser feliz para sempre. Porém, sua realidade era um tanto diferente dos contos de fadas que lia quando criança. O sonho de se casar com um príncipe e se tornar a princesa de um reino muito distante acabou se transformando em dias e noites de estudos para entrar numa faculdade boa e quem sabe conseguir um estágio que lhe ofereça dinheiro suficiente para se manter e para pagar o aluguel do quarto que irá ficar. Pois é, o castelo foi trocado por um quarto no centro perto da faculdade.
 
Certo dia essa garota comum, com poucas esperanças, recebeu a visita de uma fada madrinha. Sua melhor amiga apareceu num sábado tedioso e frio e a chamou para ir á uma festa na casa do “garoto popular” da escola. Ela até ofereceu suas roupas, já que a garota não costumava se vestir muito bem, e uma carona até a festa. Sua mãe havia saído e voltaria apenas à meia-noite, mas queria a filha em casa ao voltar. Ela teria que fazer um esforço para chegar antes disso, mas aceitou ir.
As pessoas que estavam na festa não costumavam ver a garota tão arrumada numa festa. Ela sempre foi daquelas que sentam no fundo da classe e estão sempre estudando. No começo, ficou um pouco desconfortável com todos aqueles olhares virados para ela, mas logo foi se acostumando. Caminhando entre as pessoas, ela avistou um garoto que a observava desde havia chegado à festa. Enquanto ele caminhava em sua direção, uma música lenta começou a tocar.
-Me concederia essa dança? – Ele perguntou com um cavalheirismo que não era de seu costume e pegou a mão da moça, beijando o topo da mesma.
-Claro – Ela respondeu com toda educação que recebera de seus pais.

Ele a puxou para mais perto, colando seus corpos, e começaram a dançar, deixando cada nota da música balançar seus corpos numa sintonia perfeita. Não falaram nada durante a música. Apenas deixaram que a música e a dança falassem por si. Uma música mais dançante tomou o lugar daquela lenta e eles se separaram. Não se sentiam estranhos, pelo contrário, apesar de não se conhecerem, se sentiam muito bem na presença um do outro.

-Aceitaria uma bebida? – Ele perguntou, demonstrando mais uma vez seu cavalheirismo desconhecido.
-Sim, por favor. – Ela respondeu com um sorrisinho tímido e o seguiu até a cozinha, desviando dos jovens já bêbados que dançavam pelo caminho.

Ele pegou dois copos vermelhos e entregou um a garota. Pegou sua mão novamente, mas dessa vez foi para levá-la até o jardim, assim poderiam conversar e se conhecerem melhor. O lugar estava mais vazio que o interior da casa. Eles sentaram num balanço de madeira que ficava mais ao fundo e o silencio entre os dois começou a ficar um pouquinho desconfortável.
-Então... – Ele começou. – Gostaria de saber quem é essa pessoa misteriosa com quem acabei de dançar, mas parece que ela não é muito de falar... – Ele brincou com um lindo sorriso no rosto. Ela riu e corou.
-Desculpa – Ela, como sempre muito educada, começou tratando de se desculpar. – Meu nome é... – Ela mal conseguiu dizer seu nome quando sentiu um braço a puxando de volta para a festa, em direção a saída. Quando percebeu que era sua amiga ficou ainda mais confusa.
- O que houve? – Ela perguntou preocupada.

- Já são 23h55, sua mãe está para chegar e você precisa voltar para casa. – A amiga se apressou em explicar a situação enquanto a empurrava de volta para o carro.
No caminho de volta a garota percebeu que, mesmo que quando sua vida parece um conto de fadas, o final feliz sempre dá um jeito de desaparecer do final da história. Nesse momento ela se sentiu como a Cinderela. De dia uma gata borralheira, estudando até começar a ver números e letras subindo pelas paredes. À noite, está dançando com alguém que parecia seu príncipe encantado.  Mas ela não havia nascido em um conto de fadas. Não morava em um castelo em um reino perdido, não tinha uma fada madrinha, muito menos um sapatinho de cristal para esquecer no castelo do príncipe. Ela se sentia como a Cinderela, mas sem um final feliz.

Haters, haters, haters...

Só pra começar esse post queria pedir desculpas por não ter continuado o Blogmas, aconteceram muitas coisas e eu não pude terminar mas em 2015 pode ter certeza que vai ter um completo! ;)

Eu sei que deveria ter feito esse post antes e que muita já aconteceu desde então mas, cá estou eu pra falar de Haters.
Haters, haters, haters...
Eu sou uma grande fã da Zoella (se você não a conhece, Zoe Sugg ou Zoella é uma Blogger e Youtuber britânica) e eu sempre acompanho seu blog e canais no Youtube. Mas, há um tempo que ela parou de fazer vlogs diários e eu claro, fiquei muito triste com isso. A principio eu não entendi muito bem mas depois ela fez um post em seu blog no qual ela explicou o motivo de ter parado: muitos comentário de ódio.
Quando eu li o post, eu fiquei tão triste que me deu uma vontade enorme de chorar. Comentários de haters fizeram com que uma das pessoas mais importantes e influentes na minha vida parasse de fazer algo que a deixava feliz e automaticamente me deixava feliz.
Eu sei que na internet - e no mundo também- existem muitas pessoas maldosas, que sentem prazer em ver alguém triste.. E eu vim aqui apenas pra dizer: NÃO DEIXEM ESSAS PESSOAS DECIDIREM SUA VIDA POR VOCÊ!!!
Ver a Zoe parar de fazer vlog diário, que era quase a única coisa que tornava meu dia um pouco melhor, me destruiu! E saber que ela tomou essa atitude apenas por comentários maldoso que as pessoas faziam em seus vídeos, me fez perceber que esses comentários fazem muito mais efeito do que deveriam na vida dela. Pessoas maldosas SEMPRE existiram e sempre vão existir! Mas não podemos deixar que essas pessoas controlem nossas vidas, nos digam o que devemos ou não devemos fazer. Temos que agir de acordo com as nossas vontades, fazer aquilo que nos deixa feliz, sem nos importar com o que os outros digam.
"Ah, mas você não sabe o que é ter 5649865135 pessoas falando mal de você, falando que suas amigas não são boas pra você e bla bla bla" Realmente eu não sei, mas eu posso imaginar, e isso  realmente é arrasador. Eu já ouvi tantos comentários negativos sobre mim, desde pessoas desconhecidas até familiares, pessoas que deveriam me apoiar. Toda vez que os ouvia, me sentia arrasada e começava a pensar que realmente meus sonhos não valiam a pena. Mas depois eu percebi que se eu fosse seguir o que eles falavam e tentar os agradar, EU não seria feliz. Comecei a perceber que essa é MINHA vida, não deles. Deveria fazer o que ME deixava feliz. A partir desse dia, eu vivo PRA MIM, sem me importar com outros porque eu sei que nunca vou conseguir agradar todo mundo, sempre vai ter alguém que não vai estar satisfeito comigo, mas está tudo bem por que ninguém é perfeito e ninguém consegue agradar os outros. Haters são apenas pessoas que precisam de mais amor e não de ódio.
Se eu pudesse falar com a Zoe falaria exatamente isso: Não deixe que os outros decidam o que você faz ou deixa de fazer. Viva pra você! E se alguém não gostar, que se dane porque você tem que fazer aquilo que te agrada. Se mais alguém gostar, ótimo!! Se não, paciência.
E é essa mesma mensagem que deixo para você: Faça o que te faz feliz, afinal essa é sua vida. E se não gostarem não se importe porque você sendo feliz o resto é lucro. ;)
Todos somos perfeitos de formas diferentes. Aceite as diferenças e antes de criticar alguém, lembre-se de que atrás de cada foto/vídeo/post etc. existe uma pessoa real, que tem sentimentos.
WE ARE BEAUTIFUL!
LOVE YOU. ♥
Kah